
Aquela era uma época de se criar mapas.
Uma grande endemia de fusos rodeava toda a estrutura e era necessário se localizar.
Não por acaso aquele apareceu. Aquele que não brincava com palavras, aquele que chegava apenas, que impunha sua presença. Sua adorável presença.
Era ele a quem eu negava minhas fraquezas, e criava mapas.
E o amava, no escuro.
Era eu a quem ele buscava Dulcínea, e criava sua fortaleza.
E a amava, no escuro.
Era só o escuro que compartilhávamos, afinal.
Eu era sua ponte, ele era meu porto.
Passado o tempo,
O mapa foi finalmente traçado,
E Dulcínea encontrada.Nem ponte nem porto,
Nada mais.
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