
O dia já quase vem, e você logo vai, pra onde mesmo?
Pra onde vai quando os raios de sol despertam?
seu íntimo te acompanha?
Pra onde seus olhos vão quando há luz? Onde se fecham na escuridão?
Minha criança de brincadeiras adultas, onde me levará na penumbra?
Seria eu feliz por lá?
Por que meus olhos se fecham à luz ácida de um mundo que não controlo. Em tal que pertenço, sem pertencer. Parte me consome, apodrece.
A luz do dia.
Pra onde seus olhos vão quando há luz? Onde se abrem na escuridão?
Há lugares que não pertenço, pertencendo. Partes são soma de um todo maior, fixadas por impulsos nervosos impetulosos. Lembra-se das sinapses? Enlouquecedoras. Não há falta de visão nesta tão clara escuridão!
Onde me levará na penumbra?
Meus sentidos lá estarão vigentes? Você me guiará?
Quero ser guiada, às vezes, entenda, por quem me vê simples, despida.
Mas já é quase dia, aonde vai mesmo?
o que faz do seu dia? das horas?
O que meramente pode pertencer-nos dela são os cheiros, de resto somos levados, e lavados.
Mas aqui é o recanto,
seu íntimo te pertence, entenda.
À você, somente.
Me abrace antes de ir
e feche a porta.