sábado, 15 de maio de 2010

sobre laços

Quando atendeu o telefone, aquelas músicas já estavam no fundo. A voz de surpresa e alegria me fez cúmplice daquele estranho momento. De festa.
De um lado um coração apertado em busca de abrigo, de outro uma voz mole, alegre, perdida.
A conversa seguiu como colegas de rápido encontro.
De tantos fantasmas há serem espantados, nenhum saiu do lugar.
Nem ao menos um.
Do que se foi dito, mentiras cantaroladas aos conhecidos. Nada nos uniu.
Mas não somos conhecidos, somos família.
Unidas aos casos de íngrime abismo. Tão próximas que o sangue nos coloca lado a lado nos fados.
Haveria de segurarmos a mão um do outro e nos salvar dia a dia de nossos medos?
Haveria essa chance?
Não naquele momento.
Aquele foi o momento de se esconder, um atrás da embriaguez, outro em um falso bem-estar.

Como a festa continuava, dois minutos eram suficientes ao encontro.
Na despedida, um tímido eu te amo surgiu entre as partes.
sussurrado, era o laço que nos unia.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  2. Ana, parece algum autor que não me lembro o nome.
    UHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAHUUAHUAH
    mas é bom, muito bom seu texto.
    sabe, tenho orgulho de você! (se é que isso importa em alguma coisa)
    =]
    saudade

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